ah,
de pele morena
perfume de cânhamo
ah,
cheiro de caroline
à plenos pulmões
e a classe trabalhadora sorridente
café & leite & torradas
tuas luzes de sol incandescente
indecente
ah,
esperança fracassada
e se consigo te acompanhar
em passos para apressar
só para fingir
me perder no tempo
me perder em tempo
só para fingir
me perder há tempos
nos braços
ela vem, ela vai
sinal fechado
em meus olhos
o cinza que falta às rosas
são verdes
consternados como os campos
se for verídico, são
palavras em vão
nuvens domingueiras
em dias de verão
um anti-édipo
de vidas febris
coma os vegetais
escove seus dentes
se tu podes morrer
porque não posso tentar?
não esquecer de varrer
antes que ela possa chegar
se tenho
asas porque não posso voar?
não esqueça de esquecer
o que não deve falar
uma rima fraca
falida
aguarde minhas cartas
para uma despedida
ou outro poema sem ponto
nem virgula
em papel de caderno
desculpe-se
corpos
em transe
em trânsito
de pele morena
perfume de cânhamo
ah,
cheiro de caroline
à plenos pulmões
e a classe trabalhadora sorridente
café & leite & torradas
tuas luzes de sol incandescente
indecente
ah,
esperança fracassada
e se consigo te acompanhar
em passos para apressar
só para fingir
me perder no tempo
me perder em tempo
só para fingir
me perder há tempos
nos braços
ela vem, ela vai
sinal fechado
em meus olhos
o cinza que falta às rosas
são verdes
consternados como os campos
se for verídico, são
palavras em vão
nuvens domingueiras
em dias de verão
um anti-édipo
de vidas febris
coma os vegetais
escove seus dentes
se tu podes morrer
porque não posso tentar?
não esquecer de varrer
antes que ela possa chegar
se tenho
asas porque não posso voar?
não esqueça de esquecer
o que não deve falar
uma rima fraca
falida
aguarde minhas cartas
para uma despedida
ou outro poema sem ponto
nem virgula
em papel de caderno
desculpe-se
corpos
em transe
em trânsito
a derivar
não esqueça de varrer
antes que ela possa chegar
(Ponta Negra - férias de julho - 2008)
não esqueça de varrer
antes que ela possa chegar
(Ponta Negra - férias de julho - 2008)

5 comentários:
poemas premonitórios comandam :*
ler é perder-se, e quanto eu li em mim o seu poema, quanto eu me li nele! é como o olho que vê o lado de fora sinalizando para o Olho Pra Dentro.
Eu te percebo no meu Olho pra dentro, mesmo quando as palavras aprisionam, mesmo quanto tudo o que resta é só sentir(talvez tudo seja só sentir, mesmo).
9 de Agosto de 2008 12
Obrigado pelo link
Me adicione no msn:
janosbirozero@hotmail.com
versos perfumados á plenos pulmões apressados perdidos emtempo e delírio...
Lindo! :)
:*
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